
8 ícones de estilo e os seus cocktails favoritos
Do cocktail de uísque escocês preferido de Marlon Brando à sofisticada e fumada bebida de assinatura de Miles Davis...
- Texto de: Jonathan Wells
O que têm em comum as grandes personalidades e os cocktails icónicos? Um impacto duradouro no público? Um nome apelativo e memorável? Ou simplesmente muito, muito espírito? Para os homens desta lista — uma combinação de atores, músicos, empresários, políticos e artistas digna da melhor mixologia — é um pouco de tudo. De JFK a Cary Grant, estes oito indivíduos foram todos agraciados com um encanto intemporal, um apurado sentido de estilo e uma bebida de assinatura.
E as bebidas de eleição são escolhas muito pessoais. Com receitas aperfeiçoadas, alteradas e ajustadas como um fato feito à medida, bebidas deste género podem ser tão marcantes e dar tanto nas vistas como certas opções de estilo. Por isso, se procura pôr em ordem tanto o seu guarda-roupa como o seu armário de bebidas, siga os passos elegantes, ainda que ligeiramente cambaleantes, destes homens…
Serge Gainsbourg preparava os seus próprios Gibsons
Gainsbourg era a person descontraída. Usava fatos de três peças sem gravata nem meias, parecia nunca pentear o cabelo e raramente era fotografado sem um cigarro pendurado displicentemente nos lábios. Na verdade, depois do fumo, aquilo que mais frequentemente passava pelos lábios do ator era o seu cocktail preferido, o Gibson.
Talvez só abrisse garrafas de Krug Champagne – e apreciasse tanto mint juleps como bloody Marys –, mas os Gibsons de Gainsbourg (gin, vermute seco e uma cebola em conserva como guarnição) eram lendários. O Hotel Amigo, na Bélgica, o local preferido do ator para se hospedar, deixava-o esgueirar-se para trás do bar e preparar o seu próprio cocktail. Chegou mesmo a gravar uma aula magistral sobre como preparar o cocktail no Hôtel Raphael, em Paris.
Cary Grant bebia stingers dentro e fora do grande ecrã
O ator anglo-americano, embora tenha acabado por se estabelecer na Califórnia, foi um baluarte da moda britânica durante toda a vida. Entusiasta de Savile Row, Grant vestia-se sempre de forma impecável — quer usasse fatos ou peças separadas, apresentava-se elegante, distinto e absolutamente sofisticado — um pouco como o seu cocktail preferido: o stinger.
Easily mixed, the stinger sees fine cognac paired with crème de menthe and decanted into a cocktail glass. It’s a society drink, one infused with opulent flavours and decadent digestif status. And Grant enjoyed the drink both off screen and on, quaffing them in 1940’s The Philadelphia Story and 1947’s The Bishop’s Wife. A decade later, in Kiss Them For Me, he even barks at the bartender: “A stinger… and keep them coming!”
Sammy Davis Jr. embebedou-se com rusty nails
In fact, the whole Rat Pack got hammered on rusty nails. But, unlike Sinatra, Martin and the rest of the rascally bunch, Davis Jr. never set a stylish foot wrong when it came to fashion. The sharp-suited singer opted for subtle spins on the classics – a flared cut here, an understated pattern there. The man was a maverick, both in front of and away from the microphone.
And the rusty nail took this trendy lifestyle one smart step further. With a finish even longer than Davis Jr.’s collar points, it’s a cocktail created by mixing Drambuie and Scotch whisky. Smoky and sophisticated, it fanned the flames of American mid-century cocktail culture.
Marlon Brando era conhecido por beber The Godfather
Não se ria; é verdade. Mas Brando começou a beber esta inebriante mistura de whisky escocês e amaretto antes de ela receber o seu nome. Na verdade, foi a interpretação de bochechas cheias do icónico ator no clássico de máfia de Francis Ford Coppola que inspirou a Disaronno a dar à popular bebida o seu nome cinematográfico.
Brando reportedly would enjoy a Godfather after slipping on one of his signature tuxedos for formal dinners. According to former talk show host Dick Cavett, the drink was only Brando’s joint-favourite, tied with the less-appealing Campari with orange juice – but that’s not nearly as good a story. It’s best mixed with a lightly peated, blended Scotch (single malts may overpower the amaretto flavour).
Gianni Agnelli apreciava o tipicamente italiano negroni
O filho mais velho do industrial italiano Edoardo Agnelli gostava de muitas coisas. A começar pela moda. Depois, as mulheres. E ainda os automóveis, com motores potentes e a rugir. Mas também gostava de beber. E, como qualquer bom italiano, o presidente da Fiat nutria uma paixão ardente pela sua pátria — o que fazia do negroni o seu cocktail de eleição.
Quer estivesse a apertar o relógio por cima do punho da camisa, a descalçar as suas icónicas botas de caminhada ou simplesmente a preparar-se para um longo almoço vestido de ganga dos pés à cabeça, a inclinazione de Agnelli pelo cocktail cor de laranja vivo estava bem documentada. Chegou mesmo a dar a conhecer o negroni a Jackie Kennedy quando esta se juntou a ele para velejar ao longo da Costa Amalfitana, em 1962. Alegadamente, ela trocou o gin por vodka — mas, pelo menos, ele tentou…
Peter Beard gostava de um bull shot com sangue e sem complicações
Rústico, destemido e robusto, Peter Beard foi um aventureiro sem igual. O seu estilo – prático e elegante – abriu caminho na selva, sendo seguido por décadas de aspirantes a exploradores e ícones do estilo safari. O seu cocktail de eleição era igualmente simples: uma dose curta, intensa e extremamente forte de álcool com notas de carne e especiarias.
Chama-se bull shot — e é tão forte quanto o nome sugere. Semelhante a um bloody Mary mais pequeno, combina vodka, xerez e sumo de vegetais V8 com uma série de ervas aromáticas, molhos e especiarias, incluindo pimenta-preta, sal de aipo, endro, Tabasco e molho Worcestershire. Ao contrário de um bloody Mary, porém, a bebida preferida de Beard tem como base um rico e espesso consommé de carne de vaca. É de fazer crescer pelos no peito.
John F. Kennedy apreciava os daiquiris de Jackie
JFK also liked a bloody Mary. Like Beard above, the 35th President of the United States famously put away glass-upon-glass of the brunch-ready beverage. But his favourite tipple? A simple rum daiquiri, mixed to a specific recipe invented by his wife, Jackie (when she wasn’t out sailing with Gianni ‘Negroni’ Agnelli…).
And Jack Kennedy was as selective about style as he was his cocktails. A king of skinny ties, natty knitwear and sunglasses, the president became a political style icon for the Swinging Sixties. And, after celebrating the 1960 election win in style (with a daiquiri), the new First Lady took her personal recipe to the White House, where she pinned it proudly on the kitchen wall for the staff to follow.
Miles Davis bebia ao som de um Rob Roy
Elegante, moderno e confiante, o estilo de Miles Davis era tão experimental como a sua música. Lenços ao pescoço, peles sintéticas e fatos Brooks Brothers reajustados faziam todos parte do guarda-roupa do ícone do jazz — e os ingredientes para um Rob Roy estavam no bar de sua casa. Feito com whisky escocês, vermute doce e bitters, era o cocktail perfeito para suavizar e acalmar a garganta depois de um sopro rouco no trompete.
Swing-era trumpeter Roy Eldridge – a musician who inspired everyone from Davis to Dizzy Gillespie – even had a hit with ‘Old Rob Roy’ in 1945, and the cocktail was known to be a standard in jazz clubs across America. With its unique smoky-sweetness, it was the ideal drink for the tuneful icon.
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