
A modern-gent’s guide to tipping
Perguntámos a um veterano da hotelaria londrina o que espera e o que detesta no que toca aos extras
- Texto de: Gentleman's Journal
Não vale a pena andar com rodeios à volta da mesa impecavelmente posta: não faz a mínima ideia do que está a fazer quando chega a hora de dar gorjeta. A maioria das «regras» pelas quais rege a sua vida e as suas refeições foi definida por si — e tende a dobrá-las, baralhá-las e salteá-las consoante a qualidade da comida, o nível de quem o acompanha e, sobretudo, o estado da sua conta bancária.
Mas não fique com os guardanapos às voltas. Aqui na GJ, somos especialistas em gorjetas — seja numa simples rodada de cafés ou numa bela refeição de três pratos. Assim, com uma pequena ajuda de André Mannini, um verdadeiro entusiasta do setor da hotelaria e diretor global de clubes no The Conduit, eis o que deve ter em conta da próxima vez que pedir a conta…
Don’t make a show of it
Não há nada pior do que andar a agitar num restaurante um molho de notas acabadas de levantar, como se fosse um ramo de flores. Não deve importar-lhe quem vê quanto está a dar de gorjeta, e fazer questão de que todos, do bar à cozinha, vejam as suas notas é, no mínimo, de mau gosto. Dê a gorjeta discretamente e com classe.
«A chave para dar gorjeta como um cavalheiro», afirma Mannini, «é encontrar o equilíbrio perfeito entre ser discreto e sóbrio, dando simultaneamente ao dinheiro que se oferece a importância que merece.»
Na verdade, é simples. Não faça alarde do seu dinheiro, nem chame a atenção para ele com comportamentos espalhafatosos e impróprios.
Não se vá embora sem dizer nada
Dar gorjeta é um gesto pessoal; uma forma sentida — e provavelmente também saboreada — de agradecer a quem o serviu. Por isso, deve entregar a gorjeta ao empregado de mesa ou ao sommelier com um toque pessoal. Claro que não queremos que salte da cadeira para lhes dar um abraço apertado, nem que murmure palavras doces ao ouvido do chef, mas pode fazer melhor do que deixar friamente o dinheiro em cima da mesa e sair sem dizer uma palavra.
“Personally, I am a big fan of not paying at the table,” says Mannini, offering you yet another alternative. “Instead, make the effort of going to find the waiter to settle the bill in private. This will give you a chance to exchange a few words, thank your server personally, and will send a strong message of appreciation.”
Não deixe a gorjeta antes da refeição
Não pegaria nos palitos antes de terminar a refeição, e também não deveria abrir a carteira. Este tipo de comportamento deixa bem claro que não confia no estabelecimento onde está a comer, e colocará os funcionários na situação constrangedora de tentarem dar-lhe «um tratamento especial» por ter deixado gorjeta antecipadamente.
«Se estiver sob alguma pressão e quiser impressionar os seus convidados», sugere Mannini, «é mais próprio de um cavalheiro falar discretamente com o maître ou com o empregado de mesa, explicando-lhes com sinceridade a importância que este encontro tem para si e pedindo-lhes, por favor, que estejam atentos para que tudo corra bem.»
Não dê uma gorjeta demasiado generosa
Isto pode parecer contraintuitivo, sobretudo numa altura em que o setor da hotelaria e restauração atravessa tantas dificuldades, mas acredite em nós. A gorjeta é uma gratificação para os funcionários, não uma forma de ostentar a sua riqueza, e pousar ostensivamente um maço de notas será visto como vulgar e próprio de um novo-rico. Pague sempre a taxa de serviço na íntegra e, claro, não seja forreta na gorjeta — mas não aproveite a ocasião para exibir a sua situação financeira perante os outros.
«O facto de, hoje em dia, a maioria dos estabelecimentos acrescentar uma taxa de serviço torna muito mais fácil a vida de um cavalheiro que dá gorjetas», afirma Mannini. «Como esta já vem incluída na conta, poupa-lhe o trabalho de a calcular e permite-lhe acrescentar generosamente uma pequena quantia como gesto de gratidão — que é precisamente aquilo que uma gorjeta era originalmente e aquilo que, na verdade, deveria ser.»
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