
Óscares 2025: 5 dos melhores momentos
Numa das edições dos Óscares mais previsíveis — mas nem por isso menos agradáveis — dos últimos tempos, a noite pertenceu a Anora e ao anfitrião da cerimónia
- Texto de: Josh Lee
A noite de domingo foi palco do grande final da temporada de prémios, com Anora, Conclave, O Brutalista, A Substância e A Complete Unknown a defrontarem-se numa das disputas pelos Óscares mais imprevisíveis — e controversas — dos últimos tempos. A cerimónia em si não teve nenhum momento de tensão monumental, como o slapgate de 2022, nem foi dominada por um grande regresso ao estilo de 2023. Em vez disso, revelou-se bastante linear — e, com uma duração de pouco menos de quatro horas, muitos consideraram-na uma maratona longa e segura, talvez até banal. Mas isso não significa que tenha sido desprovida de momentos marcantes. Abaixo, destacamos os nossos melhores momentos da noite.
01. Conan O’Brien estreia-se como apresentador dos Óscares
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Depois de Jimmy Kimmel ter conduzido a cerimónia durante vários anos, a gala de ontem marcou a estreia do veterano dos programas de fim de noite Conan O’Brien, conhecido pelo seu humor autodepreciativo. Depois de enumerar os nomeados A Complete Unknown, A Real Pain e Nosferatu, o humorista disse que esses eram apenas alguns dos nomes que lhe tinham chamado na passadeira vermelha. «Acho que dois eram justos.» Passando a Karla Sofía Gascón e às suas antigas publicações polémicas, O’Brien disse: «Anora usa a palavra começada por F 479 vezes. São mais três do que o recorde estabelecido pelo agente de Karla Sofía Gascón», antes de acrescentar: «Karla Sofía Gascón está aqui esta noite… Karla, se fores publicar alguma coisa sobre os Óscares, lembra-te: o meu nome é Jimmy Kimmel.» Ao reparar no fato Givenchy cor de manteiga de Timothée Chalamet, O’Brien observou: «Adoro esse fato. Esta noite, ninguém te vai atropelar quando andares de bicicleta.»
02. Anora (and Mikey Madison) sweeps big
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With Conclave, The Brutalist and Anora in the mix for Best Picture, there was no clear-cut favourite for the Academy Awards’ biggest gong. It was ultimately the latter – a film about a young stripper who marries the son of an oligarch – that cleaned up nicely, claiming the blue-ribbon prize, as well as four other statuettes, including for Best Directing. Mikey Madison pipped Demi Moore to the Best Actress spot, in a race many thought would’ve been won by the veteran actor. In Madison’s speech, she said, “I want to honour and recognise the sex worker community. I will continue to support and be an ally... the women I’ve had the privilege of meeting from that community has been one of the highlights of this entire incredible experience.”
03. Gene Hackman recordado
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Após a morte de Gene Hackman e Betsy Arakawa, a noite mais importante de Hollywood prestou homenagem a uma das suas maiores lendas. Outro gigante do cinema, Morgan Freeman, ficou encarregado do tributo. «Tal como todos os que alguma vez contracenaram com ele, percebi que era um ator generoso e um homem cujo talento elevava o trabalho de todos. Gene dizia sempre: “Não penso no legado. Só espero que as pessoas se lembrem de mim como alguém que tentou fazer um bom trabalho.”»
04. Kieran Culkin provides a very Kieran Culkin moment
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The highlight of A Real Pain – a film about two cousins reuniting to visit Holocaust sites in memory of their late grandmother – Kieran Culkin surprised no one when his name was called out for Best Actor in a Supporting Role. In classic Culkin manner, his speech was thick with F-bombs, including one used when praising his fellow Succession co-star Jeremy Strong, before he used the speech to ask his wife for more kids: “Let’s get crackin’”.
05. Billy Crystal e Meg Ryan reencontram-se
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Durante semanas, vimos fotografias de Billy Crystal e Meg Ryan a circular na Internet, alimentando rumores de que ambos se iriam reunir para uma sequela de When Harry Met Sally... Afinal, tudo se devia, em grande parte, a um anúncio de maionese. A dupla voltou a juntar-se num momento caloroso e carregado de nostalgia para entregar o prémio de Melhor Filme, com Crystal, que apresentou a cerimónia por nove vezes, a dizer: «É ótimo estar de volta a este espetáculo; eu costumava trabalhar aqui.»
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