Mas Marco Pierre White era um «gatinho do caralho» comparado com Joël Robuchon, afirmou Gordon Ramsay. O sumo sacerdote da cozinha francesa foi coroado «cozinheiro do século» pelo guia gastronómico Gault et Millau em 1990, que claramente não antecipou a chegada iminente de Jamie Oliver. Era talvez mais conhecido pelo seu puré de batata quase líquido, que, segundo Tom Aikens, continha mais manteiga do que batata. (Demorava duas horas a preparar, e Robuchon ficava em cima dos seus subordinados, gritando ritmadamente «encore du beurre, du beurre, du beurre» enquanto o faziam.) À data da sua morte, em 2018, detinha o recorde de 32 estrelas Michelin e tinha padrões elevadíssimos à altura. Robuchon chegou a atirar um prato a Ramsay, que afirmou que trabalhar para ele era «como estar no SAS».
«Lembro-me de que era um prato de raviólis de lagostim», contou Robuchon ao The Telegraph. «Ele não o tinha preparado como devia. Disse-lhe isso e o Gordon reagiu de forma muito arrogante. Embora fosse muito talentoso, a sua atitude sempre tinha sido... difícil. No final de cada serviço, costumava atirar a frigideira para cima do fogão e ameaçar demitir-se por eu ser tão exigente. Desta vez, irritou-me mesmo e, por isso, atirei-lhe um prato.»