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Com a chegada do outono, Paul Smith dá largas à criatividade em Notting Hill

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Paul Smith

Com a chegada do outono, Paul Smith dá largas à criatividade em Notting Hill

A Paul Smith, uma marca conhecida pela sua excentricidade britânica, lançou a sua campanha de outono/inverno de 2025

Paul Smith é um dos mais acarinhados criadores de moda britânicos. Com uma carreira de cinco décadas, iniciada com a abertura da sua primeira pequena loja em Nottingham, em 1970, tornou-se conhecido pela sua sensibilidade marcadamente britânica no que toca ao design. As suas T-shirts apresentam pequenos detalhes peculiares, como motivos de zebras, enquanto a sua emblemática risca multicolor surge em cachecóis, peças de malha e bolsos de calças de ganga. O seu lema de design, como contou certa vez à Gentleman’s Journal, é «encontrar inspiração em tudo». E é precisamente isso que faz, quer se trate dos álbuns de fotografias reunidos pelo seu falecido pai, que inspiraram a sua mais recente coleção, dos abrigos para bicicletas de Nottingham ou até de saca-rolhas — sendo os da Forge de Laguiole os seus preferidos.

Para a sua coleção Outono/Inverno ‘25, Notting Hill, berço de uma atitude boémia, da música e da excentricidade, tornou-se uma fonte de fascínio, levando o designer para as ruas, onde realizou uma sessão fotográfica que personificava a já referida excentricidade britânica. Tendo sido o bairro onde o designer viveu durante grande parte da sua vida, Notting Hill tem desempenhado um papel fundamental no seu processo criativo e na sua inspiração. A abertura da loja Westbourne House, em 1998, marcou o início da presença de Paul Smith neste bairro vibrante e eclético, pelo que fazia todo o sentido que Smith realizasse ali a campanha da sua coleção de outono.

Na campanha, fotografada pelo fotógrafo britânico Samuel Bradley e com styling de Ben Schofield, um elenco vestido por Paul Smith transporta, equilibra e empilha uma mistura eclética de objetos insólitos, desde um contrabaixo a uma cenoura gigante, contando ainda com uma participação especial do Paul Smith x Mini Cooper original de 1998.

A própria coleção Outono/Inverno ‘25 reflete a natureza rebelde das pessoas na década de 1960. «Foi a época da segunda geração após o horror da guerra, e as pessoas puderam começar a fazer as coisas de forma diferente», contou Smith à Gentleman’s Journal no início deste ano, apontando como inspiração os fotógrafos despreocupados da época. «[David] Bailey perguntava: porque é que temos sempre de trabalhar num estúdio? Cecil Beaton e os que o antecederam estavam muito presos às suas formas de trabalhar e, ao mesmo tempo, a roupa informal começou a ganhar destaque. Antes disso, todos os homens usavam fato.»

Os tecidos tradicionais de alfaiataria, como o espinha de peixe, são submetidos a um tratamento que lhes confere um aspeto usado, enquanto tecidos contrastantes são colocados lado a lado e os padrões pied-de-poule e Príncipe de Gales surgem ampliados e apelativos. A risca emblemática de Paul Smith é tecida na coleção, acrescentando um toque divertido, enquanto o estampado «Field Flower», apresentado como uma vibrante impressão fotográfica em camisas e gravatas, evoca ainda mais o espírito de Paul Smith.

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