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Cenas da cidade de Nova Iorque

Isaac Marley Morgan partilha as suas melhores fotografias

Adoro Nova Iorque. Sempre adorei Nova Iorque. Na verdade, há anos que sou obcecado pela América. A Corrida ao Ouro. Cowboys. Arranha-céus.

Aquele lugar intrigava-me desde que, por volta dos nove anos, ouvi «Manhattan», de Ella Fitzgerald, no carro com a minha mãe. Claro que nunca lá tinha estado e só fui quando tinha 20 anos. Nessa altura, sentia que tinha uma ligação profunda à cidade, construída ao longo de anos de obsessão por ela.

Essa primeira viagem foi incrível, a caminhar por entre aqueles edifícios enormes enquanto a introdução de Manhattan de Woody Allen se repetia sem parar na minha cabeça.

O que adoro na realidade de estar lá — que era diferente da fantasia que tinha imaginado em criança — é poder ir até lá e ver coisas banais de uma forma completamente diferente. Tudo se torna entusiasmante. Sinais de trânsito, tampas de esgoto, bobinas, carros.

A minha missão era tentar visitar o máximo possível. Tive a sorte de trabalhar lá durante alguns meses, quando tinha vinte e poucos anos, e de viver num hotel em TriBeCa. Adorei. Quem não adoraria? Um dia, gostaria de me mudar para lá por mais tempo.

Voltei lá quase todos os anos desde a minha primeira viagem, há 10 anos, e foi muito triste não poder viajar até lá, nem para lado nenhum, este ano. Tentei recuperar um pouco da energia de Nova Iorque ao revisitar estas fotografias e recordações que trouxe da minha última visita, em novembro do ano passado.

Claro que não resultou. Mas trouxe-me um pouco de nostalgia pela cidade que adoro.

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